WALTER RUTTMANN

Walter Ruttmann.

Pintor e músico de formação, e pesquisador do ritmo obtido na montagem, Walter Ruttmann (1887-1941) procurou aplicar ao filme as leis próprias da pintura e da dança, criando composições sonoras visuais. Desejando colocar formas, cores e superfícies em movimento, anunciou seu programa estético no manifesto Malerei mit der Zeit (Pintura com o tempo, 1919).

Ruttmann começou a utilizar desenhos isolados em pranchetas, recortes de papelão, figuras articuladas, areia sobre vidro, pigmentos misturados em água. A analogia de seu cinema com a música era feita desde os títulos. Logo após a Primeira Guerra, criou os primeiros esboços de Lichtspiel Opus I (Jogo de luz Opus I, 1921, 3’ e 13’), dando início, em Berlim, a uma série de sinfonias óticas, que aspiravam a uma pureza abstrata, com interação de motivos e harmonias. A ideia era brincar com a luz e criar composições nos frames, ritmando-as em sucessivas formas. Alguns críticos chamaram esses filmes abstratos de música de luz.

Com Julius Pinchewer, Ruttmann realizou curtas-metragens onde foi aperfeiçoando suas técnicas: Lichtspiel Opus 2 (Jogo de Luz Opus 2, 1921, 2’); Zwei Kurzfilme nach ‘Poèmes Cinematographiques’ von Phillipe Soupault (Dois filmes curtos segundo ‘Poèmes Cinématographiques de Philippe Soupault,1922); e filmes publicitários de encomenda: Der Sieger (O vencedor, 1920); e Das Wunder: ein Film in Farben (A maravilha: um filme em cores, Alemanha, 1922), colorido a mão, mudo, mas com trilha musical, para a divulgação dos Licores Kantorowicz.

Ruttmann utilizou desenhos, recortes de papelão, figuras articuladas, areia sobre vidro, pigmentos misturados em água e colagens para criar Falkentraum (Sonho do falcão, 1924), a cena em que Siegfried sonha com falcões na primeira parte d’Os Nibelungos (Die Nibelungen, 1923-24), de Fritz Lang, e também a cena do pesadelo do filme expressionista, hoje desaparecido, Lebende Buddhas: Eine Phantasie aus dem Schneeland und Tibet (Buda vivo, 1924), de Paul Wegener.

Também animou seqüências para Die Abenteuer des Prinzes Achmed (As aventuras do Príncipe Achmed, 1924-1926), de Lotte Reiniger. A analogia de seu cinema com a música pode ser ainda observada em Ruttmann Opus 3 (1924, 5’); Ruttmann Opus 4 (1925); Excelsior-Reifen (1925): Das wiedergefundene Paradies (1925); Der Aufstieg (1926); Spiel der Wellen (1926); Wolkenhintergrundsfilm (1927).

Depois do impacto da montagem eisensteiniana, Ruttmann procurou descobrir as leis do movimento na própria realidade fotografada, continuando a pesquisar ritmos e contrapontos formais nas cenas da vida cotidiana. Seguindo uma ideia de filme que lhe foi dada pelo roteirista Carl Mayer, Ruttmann realizou Berlin, die Symphonie einer Großstadt (Berlim, sinfonia da metrópole, 1927), que mostra um dia na vida cotidiana de Berlim, de manhã até noite.

As contradições sociais que a cidade potencializava eram apenas um elemento a mais da composição musical. Surpreendendo os burgueses das grandes avenidas ou visitando os depósitos da parte mais pobre de Berlim, Ruttmann só via aquilo que faltava à sua sinfonia: “Lá uma imagem para um delicado crescendo, aqui um andante, um som metálico ou uma nota de flauta e depois disso eu sempre determinava novamente o que deveria ser rodado e quais temas deveriam ser procurados”, escreveu em Lichtbildbünne zur Uraufführung.

Depois de realizar os documentários Hoppla, wir leben! (1927), Deutscher Rundfunk (1928) e La Guerre entre le Film Independant et le Film Industriel (1929), Ruttmann foi mais longe em seus experimentos de montagem em Melodie der Welt (Melodia do mundo, 1928), o primeiro filme sonoro alemão, que causou sensação em sua estreia no Atrium-Palaz, em janeiro de 1929.

Nessa “melodia”, é o mundo inteiro que se presta à batuta do diretor-maestro. E ele edita essas imagens sonoras num crescendo onde cada cultura é apanhada em seus gestos mais mecânicos. A mutilação do homem no trabalho é apenas uma nota da partitura e mesmo o grito diante da catástrofe entra na composição como um som entre outros, necessário à perfeição formal da obra.

Essa desumanização do mundo através do abstracionismo atingiu os limites em Wochenende (Fim de semana, 1930), uma peça radiofônica gravada com a câmera sonora e montada como uma trilha: ruídos de automóveis, telefones, trens, sanfonas, campainhas e marchas militares são ouvidos como provas da fascinação do cineasta pela maquinaria, que passa a substituir, com seus ruídos, a humanidade ausente nesse filme sem filme.

Por essa época, segundo relatou Leni Riefenstahl em suas memórias [1], o então jornalista Erich Maria Remarque pediu-lhe que o apresentasse a Ruttmann, amigo da diretora, e cujos filmes ele admirava. No jantar marcado com o casal Remarque e os dois cineastas, a bela e inteligente esposa do escritor teria inflamado o desejo de Ruttmann, que avançou sobre ela num canto escuro da sala.

Remarque mergulhou na bebida e, desesperado com a traição da mulher que amava, terminou a novela que estava a escrever, Nada de novo no front, que foi um estrondoso sucesso, e deixou a Alemanha em 1929. A esposa de Ruttmann, provavelmente arrasada com as traições do marido, cometeu o suicídio atirando-se pela janela.

Ruttmann realizou talvez sua obra-prima no curta-metragem experimental In der Nacht (Dentro da noite, 1931): enquanto uma mulher toca Schumann ao piano, a música é dançada pelas águas de um riacho, pelas folhas que balançam ao vento e pelos reflexos das coisas que brilham dentro da noite, num primor de montagem ritmada.

Depois de realizar as experiências mais radicais do cinema abstrato em Weimar, com suas pinturas animadas, seus filmes sem imagens, seus documentários de colagens e seus filmes absolutos, alguns de grande beleza plástica, Ruttmann não pareceu muito incomodado com a ascensão de Hitler ao poder.

Embora mal visto por Josef Goebbels (“Ruttmann é um comunista, não podemos contar com ele” [2]), o artista permaneceu na Alemanha e passou a colaborar com o regime.

Dirigiu Acciaio (Aço, 1933), produzido na Itália fascista, com assistência de direção do futuro cineasta Mario Soldati. No filme, que recebeu na Alemanha o sugestivo título de Arbeit macht glücklich (O trabalho faz a gente feliz), dois trabalhadores, Pietro e Mario, apaixonam-se pela mesma mulher, Gina. Após um acidente de trabalho, Pietro perde a vida. Mario é suspeito de ter assassinado o companheiro. O pai de Pietro, contudo, acredita na inocência de Mario, e abençoa seu casamento com Gina. A transição do comunismo ao nazismo se faz mais facilmente com um pano de fundo de fábrica e vida cotidiana da classe operária…

Em seguida, Ruttmann codirigiu, com Hans von Passavant e Rolf von Sonjevski-Jamrowski, Blut und Boden (Sangue e solo, 1933), que mostra camponeses antes e depois de 1933, anunciando como os “tempos difíceis” de Weimar foram superados com a tomada de poder pelos nazistas. “Antes”, terras tinham que ser vendidas abaixo do preço e famílias inteiras que imigrar do campo para as cidades. Com Hitler, a vida rural foi restaurada e novas famílias podiam agora viver em harmonia com seus cães e gatos, em casas ornadas de suásticas, com a Juventude Hitlerista marchando e cantando feliz pelos campos.

Em 1933, Leni Riefenstahl foi convidada pela Reichskanzlei para um novo encontro com Hitler. Mais íntima do ditador, Leni teria ousado criticar seu antissemitismo. Hitler teria rido e desculpado tal ousadia da jovem diretora, considerando-a uma “ingênua” que ainda tinha muito que aprender sobre o nacional-socialismo. Mesmo assim, ele a convidou para dirigir o filme do Dia do Partido do Reich. Sem muita preparação, Leni voou para Nuremberg para “filmar a História”, segundo alegou no pós-guerra. O filme saiu sob o título de Sieg des Glaubens (Vitória da fé, 1933) e tornou-se um sucesso na Alemanha. Mas Riefenstahl não se satisfez com as tomadas improvisadas e não o reconheceu como um filme seu. Já Hitler, satisfeito com o resultado, encomendou-lhe um novo filme do Partido.

Riefenstahl incumbiu seu amigo Ruttmann de realizar a sequência da abertura de Triumph des Willens (O triunfo da vontade, 1934), enquanto ela cuidava, na Espanha, dos preparativos de seu projeto mais pessoal, Tiefland, que não apenas dirigiria, mas também estrelava. Ruttmann aceitou a encomenda e trabalhou com entusiasmo no novo projeto [3]. Como, a seu ver, seria impossível fazer um longa-metragem interessante apenas com discursos e desfiles, sua ideia era deixar as filmagens do Congresso para o último terço da película, contando antes, nos primeiros dois terços, a história do nascimento do movimento nazista, de como a criação do NSDAP por sete homens chegou à “enormidade” daquele partido. Ele estava convencido de que poderia fazer isso de modo “impressionante” a partir de uma colagem de cenas de atualidades, cartazes, letreiros e manchetes de jornais, no estilo dos filmes soviéticos de propaganda. Chegou a publicar, em setembro de 1934, no Film-Kurier, suas intenções para o projeto:

Minha sugestão é criar um filme que não seja apenas uma descrição artística da vivência do Dia do Partido, mas, além disso, trazer uma visão de mundo plasmada nos fatos verídicos da História do movimento nacional-socialista […] os operários e os camponeses, os homens da S. A. e os funcionários, todo o povo criador desempenhando o papel principal. […] A visão da história do movimento, das lutas e da vitória, do Ruhr à Alta Silésia, até a tomada do poder pelo Führer em 30 de janeiro de 1933, surgirá diante de nós através de uma gama de técnicas cinematográficas nem sempre fáceis de avaliar. E um deslumbramento por essa grande, única, tarefa será obtido com o documentário que faremos do ‘um por todos e todos por um’ para o Povo Alemão e seu movimento pela liberdade. [4]

Contudo, quando Leni viu as imagens que Ruttmann fez, e que haviam consumido um terço do orçamento de sua produção, ficou tão irritada com o resultado (“o que vi na tela era, dizendo suavemente, imprestável” [5]) que rompeu o contrato com o amigo. Ao que parece, o “comunista” Ruttmann havia valorizado demais o papel do “Povo Alemão” em detrimento de Hitler, contrariando o culto à personalidade que Leni pretendia fazer, e pior que isso, teria inserido cenas com as S. A. sob a liderança de Ernest Röhm, que acabara de ser assassinado na ‘Noite das Facas Longas’, dando início ao poder absoluto do Führer.

Hitler estava preocupado com o rumo que o filme estava tomando, mas diante de uma explosão de nervos de Leni durante um novo encontro, ele a acalmou e prometeu-lhe as melhores condições de trabalho possíveis para filmar o Triumph des Willens como ela queria durante os seis dias do Congresso do Partido do Reich.

Por seu lado, Leni também tranquilizou o Führer assegurado que ele não se arrependeria do investimento. O resultado foi um dos documentários de propaganda mais bem financiados e retumbantes da história do cinema. E Leni pode substituir a “história do movimento nacional-socialista e a luta do Povo Alemão” rodada por Ruttmann pela sua abertura, hoje citada em todos os estudos de propaganda, de Hitler chegando a Nuremberg a partir das nuvens, em seu avião particular, como um deus que desce do céu à Terra.

Ruttmann, contudo, não caiu em desgraça, o que coloca sob suspeita a história dramática contada por Riefenstahl. Segundo Steven Bach, Ruttmann continuou a colaborar em Triumph des Willens até o fim da edição do filme, que se deu em 1935 [6]. Ele se tornou mesmo diretor da Ufa e continuou a produzir e dirigir filmes de propaganda.

Em Kleiner Film einer grossen Stadt… der Stadt Düsseldorf am Rhein (Pequeno filme de uma grande cidade… a cidade de Düsseldorf à margem do Reno, 1935); Stuttgart, die Großstadt zwischen Wald und Reben (Suttgart, grande cidade entre florestas e vinhedos, 1936) e Hamburgo, Rota Mundial – Rota do Tráfego Marítimo Internacional (1938), Ruttmann celebrou cidade alemãs, dentro do programa de turismo interno e exaltação patriótica, com acento nas belas paisagens germânicas. Esses filmes recordavam e ao mesmo tempo repudiavam sua própria celebração vanguardista da grande cidade em Berlin, die Symphonie einer Großstadt.

As propagandas dirigidas por Ruttmann também exaltavam o trabalho mecânico, a indústria nacional e a tecnologia moderna: Metall des Himmels (Metal do céu, 1935) foi um hino à indústria alemã do aço, fundamental para os planos de conquista do mundo de Hitler. O documentário foi oficialmente apresentado como um “cântico dos cânticos do ferro e do aço” no Festival de Veneza de 1936.

Com Mannesmann: ein Film der Mannesmannröhren-Werke (Mannesmann: um filme da empresa metalúrgica Mannesmann, 1937), Ruttmann compôs outro hino à forja do aço, estimulando o aumento da produção. O filme também foi premiado no Festival de Veneza.

Em 1936, Ruttmann voltou a trabalhar com Riefenstahl como um dos trinta cinegrafistas de Olympia (Olímpia, 1936-1938), e até hoje correm boatos de que ele teria sido o responsável pela montagem criativa da sequência final das nadadoras, que têm seus movimentos interrompidos pouco antes da queda pelo corte da imagem, dando a impressão, nessa montagem elíptica e ritmada, ao estilo do cinema abstrato experimental de Ruttmann, de voarem como pássaros em direção ao sol.

Com o desencadear da guerra, Ruttmann produziu Deutsche Waffenschmieden (Fabricantes de armas alemães, 1940), celebrando a “aliança sagrada” entre os soldados do front e os operários que trabalhavam na indústria de armamentos; e Deutsche Panzer (Tanques alemães, 1941), outra balada militarista, predicada “de valor político para o Estado”, mostrando como os tanques de guerra eram planejados, montados e testados até serem entregues ao exército, de onde avançavam pelos territórios inimigos “a caminho da vitória”.

O cineasta dirigiu o trabalho dos cinegrafistas em Sieg im Westen (Vitória no Ocidente, 1941), de Svend Noldan, predicado “de valor político para o Estado”, “de valor artístico” e “de valor para a juventude”. E participou da montagem do filme, que mostrava como o melhor amigo do soldado era “a fábrica de munições” e como as diversas categorias de soldados estavam “irmanadas”.

O filme resumia os eventos que culminaram com a invasão da França, desde a tomada do Rhur até a Ocupação de Paris pela Wehrmacht. Para os guerreiros nazistas, o que estava em jogo nessas batalhas era “a conquista da liberdade” e, com isso, “o espaço vital” para a formação de “uma nova Europa”.

Em seguida, Ruttmann começou a trabalhar em Sieg im Osten (Vitória no Leste), mas acabou morrendo no front russo, em 1941, antes do início das tomadas.

Barry Fulks resumiu o significado da obra de colaboração deste cineasta experimental, aparentemente comunista, e que aderiu, sem qualquer dor de consciência, e até com entusiasmo, como o demonstram seus filmes e escritos do período, ao regime que destruiu as vanguardas que haviam florescido em Weimar:

A Alemanha nazista forneceu uma base cômoda à obra de Walter Ruttmann. Sua sacralização da modernidade tecnológica coincidiu com um momento crucial na política nazista assim como na sua estética, e sua fetichização da forma destacada de um conteúdo substancial ajudou, em última análise, à propensão inerente ao fascismo e ao nazismo de estetizar a guerra e a destruição, expurgando-as assim de seu horror concreto [7].

Intrigado sobre como pode Ruttmann tornar-se um ativo colaborador do nazismo, colocando seu talento a serviço da máquina de propaganda da ditadura que banira o formalismo das telas alemãs, indaguei a Walter Schobert, diretor do Museu do Cinema de Frankfurt como se deu essa adesão. O pesquisador tentou justificar o artista que tanto admirava, assegurando-me que ele não havia procurado exilar-se por estar mais preocupado com suas conquistas amorosas: “Ele tinha um insaciável apetite pela carne feminina.”

Ora, por mais obcecado que Ruttmann fosse por sexo, por mais que se imaginasse um Casanova ou Don Juan, por mais apaixonado estivesse, e fascinado pela mecânica do sexo, refletida em seu fascínio pelo ritmo sincopado, pelas barras de metal, pela fabricação de tanques e canhões, minimizar uma possível afinidade ideológica de sua parte com a doutrina nazista não bastaria para reabilitá-lo.

Se Ruttmann colocou realmente a erótica acima da ética, ele se tornou, nessa perspectiva, igualmente um traidor de seus ideais. Por mais alienado que fosse, e o cineasta não era um tolo, e não poderia ter ignorado ou minimizado os horrores à sua volta. Aderindo ao regime, que exaltou de forma servil, o artista de vanguarda vendeu a alma para se tornar uma caricatura de si mesmo.

Filmografia

Lichtspiel Opus I (Jogo de Luz Opus I, Alemanha, 1921, 3’, animação). Direção, Produção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Música: Max Butting. Première: 1 de abril de 1921, na U.T. im Schwan, Frankfurt am Main.

Lichtspiel Opus II (Jogo de Luz Opus II, 1922, 2’, animação). Direção, Produção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Música: Joachim Bärenz (2008). Première: abril de 1922, Frankfurt am Main.

Der Sieger: Ein Film in Farben (O vencedor, Alemanha, 1921, 3’, p&b, animação). Direção: Walter Ruttmann.

Zwei Kurzfilme nach ‘Poemes Cinematographiques’ von Phillipe Soupault (Dois filmes curtos segundo ‘Poèmes Cinématographiques’, de Philippe Soupault, 1922). Direção: Walter Ruttmann.

Das Wunder: ein Film in Farben (A maravilha: um filme em cores, Alemanha, 1922, 1’30’’, cor, animação, publicidade, cor). Direção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Produção: Julius Pinschewer Werbefilm. Música: Joachim Bärenz (2008).

Die Nibelungen: Siegfried (Os Nibelungos – A Morte de Siegfried, Alemanha, 1924, 143’ na versão restaurada, p&b). Direção: Fritz Lang. Produção: Erich Pommer / Ufa. Fotografia: Carl Hoffmann, Günther Rittau, Walter Ruttmann. Animação da sequência do Falkentraum (Sonho do falcão): Walter Ruttmann.

Opus III (Alemanha, 1924, 3’, p&b, animação). Direção, Produção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Música: Hanns Eisler (1927). Première: 3 de maio de 1925, no U.T. am Kurfüstendamm,  Berlim. Produção da versão reconstruída (2008): Stefan Drössler.

Opus IV (Alemanha, 1925, 4’, cor por tintagem, animação). Direção, Produção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Música: Helga Pogatschar (2008). Première: 3 de maio de 1925, no U.T. am Kurfüstendamm, Berlim.. Produção da versão reconstruída (2008): Stefan Drössler.

Excelsior-Reifen (Alemanha, 1925, 3’, p&b). Direção: Walter Ruttmann.

Das wiedergefundene Paradies (Alemanha, 1925, p&b). Direção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Produção: Julius Pinschewer Werbefilm. Música: Joachim Bärenz (2008).

Traumspiel (Alemanha, 1925, p&b). Direção: Walter Ruttmann.

Lebende Buddhas: Eine Phantasie aus dem Schneeland und Tibet (Buda vivo, Alemanha, 1925, p&b). Direção: Paul Wegener. Animação de uma sequência: Walter Ruttmann.

Die Abenteuer des Prinzen Achmed (As aventuras do Príncipe Achmed, Alemanha, 1926, p&b, animação). Direção: Lotte Reiniger. Animação de sequências: Walter Ruttmann. Primeiro longa-metragem de animação, com dois anos de produção.

Der Aufstieg (Alemanha, 1926, p&b). Direção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Música: Joachim Bärenz (2008). Produção: Julius Pinschewer Werbefilm GmbH, Berlin.

Spiel der Wellen (Alemanha, 1926, p&b, mudo). Direção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Música: Joachim Bärenz (2008). Produção: Julius Pinschewer.

Der Sieger (Alemanha, 1926, p&b, mudo). Direção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Produção: Julius Pinschewer. Música: Joachim Bärenz (2008).

Dort, wo der Rhein… (Alemanha, 1927, 3’, p&b, animação, mudo). Direção, Roteiro, Câmera: Walter Ruttmann. Produção: Julius Pinschewer. Música: Joachim Bärenz (2008).

Berlin, die Sinfonie der Großstadt (Berlim, sinfonia da grande cidade / Berlim, sinfonia de uma metrópole, Alemanha, 1927, 79’ na versão lançada na Finlândia; 74’ na versão restaurada em DVD, p&b, doc, experimental, mudo). Direção: Walter Ruttmann. Roteiro: Karl Freund e Walter Ruttmann, a partir de uma ideia de Carl Mayer. Produção: Deutsche Vereinsfilm AG, Berlin. Com Paul von Hindenburg (como ele mesmo, não creditado). Produção: Karl Freund. Música Original: Edmund Meisel. Condução: Frank Strobel. Fotografia: Robert Baberske, Reimar Kuntze, László Schäffer, Karl Freund (não creditado). Edição: Walter Ruttmann (não creditado). Direção de Arte: Erich Kettelhut (não creditado).  Première: 23  de setembro de 1927, no Tauentzien-Palast Berlin.

Metropolis / The Complete Metropolis (Metrópolis, Alemanha, 1927, p&b, , mudo). Direção: Fritz Lang. Fotografia: Walter Ruttmann.

Wolkenhintergrundsfilm (Alemanha, 1927, p&b). Direção: Walter Ruttmann.

Hippla, wir leben! (Alemanha, 1927, p&b). Assistente de Produção: Walter Ruttmann.

Deutscher Rundfunk (Alemanha, 1928, p&b). Direção: Walter Ruttmann.

Das weiße Stadion (Alemanha, 1928, p&b). Direção: Arnold Fanck e Othmar Gurtner. Produção: Othmar Gurtner / Olympia Film. Fotografia: Sepp Allgeier, Richard Angst, Albert Benitz, Hans Schneeberger. Edição: Arnold Fanck, Walter Ruttmann.

Melodie der Welt (Melodia do mundo, Alemanha, 1929, p&b, experimental). Direção, Roteiro: Walter Ruttmann. Produção: Stefan Drössler / Tonbild-Syndikat AG (Tobis). Música Original: Wolfgang Zeller. Fotografia: Karl Brodmerkel, Paul Holzki, Adolf Jansen, Reimar Kuntze. Pintura: Paul Theodor Etbauer. Câmera: Wilhelm Lehne, Rudolph Rathmann. Com Ivan Koval-Samborskij (O Marinheiro), Renée Stobrawa (A Mulher), Grace Chiang (A Japonesa), O. Idris (Dançarina do Templo), Heinrich Mutzenbecher (Diretor da Expedição Cinematográfica), Ivor Montagu (como ele mesmo), George Bernard Shaw (como ele mesmo), Wilhelm Cuno. Première: 12 de março de 1929, na Mozartsaal, Berlim.

La Guerre entre le Film Independant et le Film Industriel (França, 1929, p&b). Direção: Walter Ruttmann.

The Storming of La Sarraz (Alemanha, 1929, p&b). Direção: Sergei Eisenstein, Ivor Montagu, Hans Richter. Com Jean-Georges Auriol (Homem com a máquina de escrever), Béla Balázs (Comandante do Exécito do Cinema Comercial), Janine Bouissounouse (Espírito do Cinema Livre), Sergei Eisenstein (Comandante do Exército dos Independentes), Jack Isaacs (Cinema Comercial), Léon Moussinac (D’Artagnan), Hans Richter (General Tilly), Walter Ruttmann (São Jorge).

Des Haares und der Liebe Wellen (Alemanha, 1929, p&b, CM, mudo). Direção: Walter Ruttmann. Com Paul Graetz, Steffie Spira. Filme considerado perdido.

Die Kapelle Etté spielt den Ramona (Alemanha, 1929, 5’, p&b, mudo). Direção: Walter Ruttmann (não confirmado). Com Bernard Etté.

Weekend (Alemanha, 1930). Direção, Produção, Roteiro: Walter Ruttmann.

In der Nacht (Dentro da noite, Alemanha, 1931, 7’, p&b, experimental). Direção, Roteiro: Walter Ruttmann. Produção: Tobis-Melofilm. Câmera: Reimar Kuntze. Música: Robert Schumann. Com Nina Hamson.

Feind im Blut (Alemanha, 1931, 76’, p&b). Direção: Walter Ruttmann. Roteiro: Gerhard Bienert, Walter Ruttmann, Lazar Wechsler. Com Ruth Albu (Mulher casada), Gretelott Braxis, Walburga Gmür (Lili, amiga dos estudantes).

La fin du monde (França, 1931, 105’, p&b, mudo, ficção científica). Direção: Abel Gance. Roteiro: Jean Boyer, Camille Flammarion e H.S. Kraft, a partir de um conto de Abel Gance. Produção: K. Ivanoff. Produção: K. Ivanoff. Música Original: Arthur Honegger, Maurice Marthenot, Michel Michelet, R. Siohan, Vladimir Zederbaum. Fotografia: Maurice Forster, Roger Hubert, Jules Kruger, Nikolas Roudakoff. Edição: Mme. Bruyère, Mme. Marguerite. Direção de Arte: César Lacca, Lazare Meerson, Jean Perrier, Walter Ruttmann. Assistência de Direção: Edmond T. Gréville. Som: Robert Baudoin, Maurice Carrouet. Efeitos Visuais: W. Percy Day (matte). Com Abel Gance (Jean Novalic), Colette Darfeuil (Genevieve de Murcie), Sylvie Gance (Isabelle Bolin), Jeanne Brindeau (Mme. Novalic), Samson Fainsilber (Schomburg), Georges Colin (Werster), Jean d’Yd (M. de Murcie), Victor Francen (Martial Novalic), Albert Bras, Vanda Gréville, Major Heitner (Doctor), Philippe Hersent, L. Laumon, Monique Rolland, Saint-Allier, Aleksandr Vertinsky.

Blut und Boden (Alemanha, 1933, p&b, docudrama, propaganda). Direção: Walter Ruttmann, Hans von Passavant, Rolf von Sonjevski-Jamrowski. Roteiro: E. Th. Brugers, a partir de um ideia de Karl Motz. Com Heinz Berghaus, Carl de Vogt, Herta Scheel, Jakob Sinn, Hans Stock. Música original: Willy Geisler.

Acciaio (Aço, Itália, 1933, p&b, drama, propaganda). Direção: Walter Ruttmann. Roteiro: Emilio Cecchi, Stefano Landi, Mario Soldati e Walter Ruttmann, a partir da novela Giuoca, Pietro!, de Luigi Pirandello. Produção: Società Italiana Cines / Emilio Cecchi, Baldassarre Negroni. Música Original: Gian Francesco Malipiero. Fotografia: Domenico Scala, Massimo Terzano. Edição: Giuseppe Fatigati, Walter Ruttmann. Direção de Arte: Gastone Medin. Produção Executiva: Giuseppe Fatigati. Baldassarre Negroni. Primeiro Assistente de Direção: Mario Soldati. Segundo Assistente de Direção: Giuseppe Fatigati. Som: Vittorio Trentino. Operador de Câmera: Domenico Scala. Direção Musical: Mario Rossi. Com Piero Pastore (Mario Velini), Isa Pola (Gina), Vittorio Bellaccini (Pietro Ricci), Alfredo Polveroni (Pai de Pietro), Olga Capri (Mãe de Pietro), Romano Calò, Romolo Costa, Domenico Serra, Giulio Massarotti, Arcangelo Aversa, Enzo Paglierici, Luigi Erminio D’Olivo.

Altgermanische Bauernkultur (Cultura camponesa da velha Alemanha, Alemanha, 1934, 18’, p&b, docudrama, propaganda). Direção: Walter Ruttmann. Produção: Stabsamt des Reichsbauernführers, Hauptabteilung Werburg. Roteiro: Karl Motz. Fotografia: Karl Hasselmann. Música Original: Hans Péro. Som: Willy Radde. Com Carl Balhaus (Estudante Alemão Claus), Rudolf Biebrach, Ralph Biron, Hildegard Höber (Irmã do Estudante), Ernst Legal (Proprietário), Daniel Liebster, Fritz Rasp (Dr. Sandmann), Hans Stiebner, Art Winkler.

Triumph des Willens (Triunfo da Vontade, 1935, p&b, doc, propaganda). Direção: Leni Riefenstahl. Roteiro, Fotografia (não creditado): Walter Ruttmann.

Kleiner Film einer grossen Stadt… der Stadt Düsseldorf am Rhein (Pequeno filme de uma grande cidade… a cidade de Düsseldorf à margem do Reno, Alemanha, 1935, p&b, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Metall des Himmels (Metal do céu, Alemanha, 1935, p&b, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Stadt Stuttgart – 100. Cannstätter Volksfest (Alemanha, 1935, 5’, p&b, doc, propaganda). Direção: Walter Ruttmann. Produção: Ulrich Westerkamp. Música original: Wolfgang Zeller. Fotografia: Arthur Anwander.

Stuttgart (Alemanha, 1935, 15’, p&b, doc, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Stuttgart, die Großstadt zwischen Wald und Reben: die Stadt des Auslanddeutschtums (Suttgart, a grande cidade entre florestas e vinhedos: a cidade da germanidade do estrangeiro, Alemanha, 1936, p&b, doc, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Schiff in Not (Alemanha, 1936, p&b, doc, propaganda). Direção, Roteiro: Walter Ruttmann.

Düsseldorf (Alemanha, 1936, p&b, doc, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Mannesmann – ein Film der Mannesmannröhren-Werke (Alemanha, 1937, p&b, doc, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Helden der Küste (Alemanha, 1937, p&b, doc, propaganda). Direção, Roteiro: Walter Ruttmann.

Hamburgo, Rota Mundial – Rota do Tráfego Marítimo Internacional (Alemanha, 1938, p&b, doc, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Im Dienste der Menschheit (Alemanha, 1938, p&b, doc, propaganda). Direção, Roteiro: Walter Ruttmann.

Henkel – Ein deutsches Werk in seiner Arbeit (Alemanha, 1938, p&b, doc, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Im Zeichen des Vertrauens. Ein Beyer-Film (Alemanha, 1938, p&b, doc, propaganda). Direção, Roteiro: Walter Ruttmann.

Aberglaube (Alemanha, 1940, p&b, doc, propaganda). Roteiro: Walter Ruttmann.

Deutsche Waffenschmieden (Alemanha, 1940, p&b, doc, propaganda). Direção: Walter Ruttmann.

Deutsche Panzer (Alemanha, 1940). Direção: Walter Ruttmann.

Walter Ruttmann, der Visionär bewegter Rhythmen (Alemanha, 1987, cor, doc, TV). Direção: Irene Schuck. Roteiro: Jeanpaul Goergen. Produção: Bayerischer Rundfunk, München. Première: 8 de maio de 1987, BR 2.


[1] RIEFENTAHL, Leni. Memorias. Espanha: Evergreen, 2000, p. 75-77.

[2] GOEBBELS, Josef, apud RIEFENTAHL, Leni. Memorias. Espanha: Evergreen, 2000, p. 145.

[3] INFIELD, Glenn. Leni Riefenstahl. The Fallen Film Goddess. New York: Thomas Y. Cromwell Company, 1976, p. 74.

[4] RUTTMANN, Walter. Die deustche Bewegung und sein (sic) lebendigen Zeugen. Walter Ruttmann über seine Mitarbeit am Reichsparteitagsfilm. Film-Kurier, 217, 16 set. 1934. Apud ROTHER, Rainer. Leni Riefenstahl. Die Verführung des Talents. München: Wilhelm Heyne Verlag, 2002, p. 78.

[5] RIEFENTAHL, Leni. Memorias. Espanha: Evergreen, 2000, p. 157.

[6] BACH, Steven. Leni. The Life and Work of Leni Riefenstahl. New York: Alfred A. Knopf, 2007, p. 138.

[7] FULKS, Barry. L’Avant-garde ‘formaliste’ au service de la propagande, in Nazisme et anti-nazisme, p. 39-47.

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